A diretoria do Flamengo está atenta aos bastidores e se preocupa com o imbróglio envolvendo a situação contratual de Arrascaeta. A discórdia está relacionada com um desacerto financeiro, uma vez que a alta cúpula vê o estafe pressionando o clube a abrir os cofres para satisfazer o meio-campista e seus agentes. O uruguaio deseja um aumento salarial e ampliação do vínculo, que se encerra no final de 2023.

De olho no problema e ciente que a situação deve agitar o mercado, com o surgimento de interessados em contar com o futebol de Arrascaeta, a direção rubro-negra já se posicionou nos bastidores. Conforme informação do jornalista Bruno Andrade, no site UOL Esporte, o Flamengo definiu o preço minímo para negociar o meia.

O clube carioca, para abrir conversas com potenciais interessados, deseja receber uma proposta na casa de 20 milhões de euros (cerca de R$ 135 milhões na conversão atual). Atualmente com 26 anos, Arrascaeta tem multa rescisória estabelecida em 40 milhões de euros (R$ 269,5 milhões).

Em 2020, o Al Nassr, da Arábia Saudita, ofereceu 15 milhões de euros (R$ 95 milhões, na coversão da época), proposta que acabou recusada pela diretoria carioca. O clube já prevê o assédio novamente sobre o jogador e espera a pressão por uma negociação, principalmente do lado do meia.

Além da questão salarial e renovação, outro ponto de discórdia, este com o Defensor (URU), é que o Flamengo não comprou 25% restantes dos direitos econômicos de Arrascaeta. O clube seria obrigado a desembolsar 1,2 milhão de euros (R$ 8 milhões) caso o jogador atuasse em 4 mil minutos em 2020, o que não aconteceu – ao todo foram 3833. O Mengão deseja realizar o investimento, mas a pandemia virou motivo para a alta cúpula frear gastos.